"Todos los que parecen estúpidos lo son y, además
también lo son la mitad de los que no lo parecen”1580-1645)
"Todos los que parecen estúpidos lo son y, además
también lo son la mitad de los que no lo parecen”A Cimeira UE-CELAC realizou-se em Bruxelas de 17 a 18 de julho.
Nela, os membros da UE tentaram minar abertamente as
relações da Rússia com a América Latina, que estão ligadas por muitas décadas
de amizade, afinidade cultural e cooperação mutuamente benéfica".
De acordo com fontes diplomáticas e meios de comunicação
europeus, os líderes da UE pretendiam convidar o presidente ucraniano, Vladimir
Zelensky, para a cúpula e inicialmente prepararam um rascunho de declaração
final com uma parte significativa dedicada à Ucrânia. No entanto, os
participantes latino-americanos exigiram que a visita de Zelensky fosse
cancelada e que os parágrafos relacionados à Ucrânia fossem excluídos do texto
final. O cancelamento da visita de Zelensky foi confirmado no fim de semana
pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.
Agora há que estarmos atentos a se se realizam ou não
promessas de investimento. Como disse na altura Lula da Silva “Os EUA não querem
investir? Há mais quem o queira!”, “A UE não quer investir? Há mais quem o
queira”.
Durante o encontro de dois dias, os europeus anunciaram
investimentos de 45 mil milhões de dólares na América Latina, apesar de parte
dos recursos se referirem a projetos já em andamento. Mas Lula destacou o
compromisso reiterado pelos europeus de desembolsar 100 milhões por ano para o
financiamento climático, necessários para combater o desmatamento na Amazônia,
território soberano do Brasil, e outras florestas.
Lula afirmou que em duas ou três semanas vai mandar a
resposta de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai à carta (“side letter”), que
ele considerou "agressiva" do bloco europeu, com exigências
ambientais adicionais para a implementação do tratado.
“Nós não aceitamos a carta adicional da União Europeia. É
impossível você imaginar que entre parceiros históricos como nós, alguém faça
uma carta com ameaças. Nós fizemos uma carta-resposta e achamos que a União
Europeia vai concordar tranquilamente com a nossa resposta”, sublinhou.
Ele voltou a dizer que o Brasil não pretende ceder no
capítulo das compras governamentais, consideradas um instrumento de
desenvolvimento interno para a indústria nacional e de todo o Mercosul.
“A França é muito ciosa da proteção de seus produtos
agrícolas, de seu pequeno e médio agricultor. Da mesma forma que a França tem
essa primazia de defender seu patrimônio produtivo, nós temos o direito de
defender o nosso”, destacou. “A riqueza de uma negociação é que todos têm de
ceder”, argumentou. "Fecharemos o acordo que for possível", insistiu.
O presidente Lula da Silva fez várias críticas aos países
europeus, ao falar na abertura da cimeira entre a União Europeia (UE) e a
Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nesta segunda-feira
(17), em Bruxelas. Ele disse que as preocupações ambientais não podem ser
utilizadas para justificar o protecionismo comercial.
Lula lembrou que desde o início do ano o desmatamento recuou
33% na Amazônia. "Proteger a Amazônia é uma obrigação. Vamos eliminar seu
desmatamento até 2030. Mas a floresta tropical não pode ser vista apenas como
um santuário ecológico", disse Lula, argumentando que o desenvolvimento
sustentável tem três dimensões inseparáveis: a econômica, a social e a
ambiental.
Já antes, Lula havia insistido com a presidente da Comissão
Europeia, Ursula von der Leyen, que 50 milhões de pessoas vivem na Amazônia e
precisam ter condições de sobrevivência "dignas e decentes".
Lula recordou que a cooperação entre as duas regiões deve
refletir as realidades e prioridades de ambos os lados do Atlântico. "Para
a América Latina e o Caribe, isso se traduz em um enfoque claro na redução das
desigualdades e na erradicação da fome e da pobreza", destacou.
Mas o atual modelo de governança global perpetua
assimetrias, aumenta a instabilidade e reduz as oportunidades para os países em
desenvolvimento, destacou Lula que afirmou que a reforma da governança global
será um dos principais temas da presidência brasileira do G20, no ano que vem.
"As legítimas preocupações dos países em desenvolvimento devem ser
atendidas, e precisamos estar adequadamente representados nas instâncias
decisórias", concluiu o brasileiro, que foi bastante aplaudido.
Sobre a inclusão da condenação da Rússia na declaração, Lula
sublinhou que em fevereiro do ano passado, o Brasil votou a favor de resoluções
na ONU que condenaram o uso da força contra a integridade territorial da
Ucrânia, ferindo um princípio garantido pelas Nações Unidas.
Mas o governo brasileiro discordou de sanções aplicadas de
forma unilateral contra a Rússia ou qualquer outro país. "Recorrer a
sanções e bloqueios sem o amparo do direito internacional serve apenas para
penalizar as populações mais vulneráveis", salientou. O Brasil prefere
apoiar as iniciativas em favor da cessação imediata das hostilidades e uma
solução de paz negociada.
À margem desta a Cimeira dos Povos juntou em Bruxelas mais de 200 organizações políticas e sociais da América Latina.
Como a abrilabril referia no passado dia 18, para alguns,
seria uma surpresa que o maior aplauso da noite num auditório de centenas de
pessoas à espera do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, ou
da Colômbia, Gustavo Petro, tivesse sido para uma cientista: a cubana Belinda
Sánchez Ramírez, diretora do Centro de Imunologia Molecular, uma das
«criadoras» da vacina cubana contra a covid-19.
Mas é esse o propósito da Cimeira dos Povos, a
contra-cimeira ou cimeira alternativa, paralela à reunião dos chefes de Estado
da União Europeia com os países da América Latina e Caribe (CELAC). Se na
segunda se falou de Putin, da guerra na Ucrânia, da NATO, de segurança, de
negócios e de investimento, na primeira, discutiu-se a paz, a soberania, a
cooperação internacional, o clima, a saúde, a dívida, o fim de bloqueios e de
ingerências.
Como disse o presidente cubano Díaz-Canel, que visitou, fora do alinhamento previsto, o Festival da Solidariedade, que encerrou o primeiro dia da Cimeira dos Povos: «Como não havíamos de vir à verdadeira cimeira, esta, que é onde os povos estão?»
A declaração da Cimeira pode encontrar-se em
https://ambientedomeio.com/2023/07/18/declaracao-da-cupula-celac-ue-2023/
Os acordos de exportação de alimentos e fertilizantes da
Ucrânia para o mercado internacional foram concluídos em 22 de julho de 2022,
por 120 dias e prorrogados, em novembro desse ano, pelo mesmo período.
Um dos acordos previa o pedido de suprimentos de grãos dos
portos controlados por Kiev de Odessa, Chernomorsk e Yuzhny.
Além disso, a Rússia e a ONU assinaram um memorando sobre o
levantamento das restrições à exportação de produtos agrícolas e fertilizantes
russos para os mercados globais. A segunda parte estipulava o descongelamento
da exportação russa de alimentos e fertilizantes, a conexão do Banco Agrícola
Russo de volta ao sistema de pagamentos SWIFT, a retomada do fornecimento de equipamentos agrícolas,
componentes e manutenção de serviços, a retomada do trabalho do oleoduto de
amônia Tolyatti-Odessa e uma série de outras questões.
Esta parte do acordo do pacote não foi implementada, como
Moscovo declarou em 18 de março.
Nenhuma dessas condições, definidas em preto e branco no papel e seladas com as assinaturas das partes contratantes, foi atendida, porque certamente nenhum dos outros três signatários iria fazer cumprir as condições russas. O coro que eles montaram em direção às crianças famintas do Iémen e de outros países pobres que estariam à espera dos grãos ucranianos, era falso. Grãos no valor de quase 33 milhões de toneladas fluíram discretamente para cerca de 28 países europeus e, desse montante, as "crianças famintas do Iémen e do Afeganistão, bem como da África" receberam pouco mais de três por cento.
O negócio de grãos, segundo Putin, serviu para enriquecer as grandes empresas europeias e americanas que exportavam e revendiam grãos da Ucrânia.
Já em 2023, a Rússia anunciou que o acordo fora prorrogado
por 60 dias, alertando que isso seria tempo suficiente para avaliar a eficácia
do memorando assinado com a ONU.
Em 18 de maio, o acordo de grãos foi prorrogado por mais
dois meses, até 17 de julho. O ministro das Relações Exteriores da Rússia,
Sergey Lavrov, disse anteriormente que a extensão do acordo de grãos estava
fora de questão, a menos que o pacote russo de acordos fosse aplicado,
acrescentando que o acordo foi implementado apenas em relação ao fornecimento
de grãos ucranianos.
Nesta data O chefe do Conselho Europeu, Charles Michel,
disse que espera que o secretário-geral da ONU consiga a continuação da
iniciativa de grãos do Mar Negro. Michel não deveria ter omitido que as
exportações de grãos foram feitas da Ucrânia para países europeus e não para os
países mais necessitados. E que, também como consequência disso, os preços de
venda ucranianos esmagaram nos mercados europeus os preços dos seus agricultores.
O acordo de grãos terminava na segunda-feira passada,
confirmou o porta-voz presidencial russo Dmitry Peskov, observando que a Rússia
retornaria imediatamente à sua implementação assim que a parte russa do acordo
for concluída.
"O Acordo de Grãos do Mar Negro, que foi alcançado
através da mediação do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, é muito
importante, especialmente para os estados mais vulneráveis. Juntamente com as
rotas de solidariedade da UE, este acordo ajuda a fornecer grãos, fertilizantes
para os mais Estados carentes... Portanto, apoiamos todos os esforços de
Guterres para garantir a continuidade deste acordo", disse Michel em Bruxelas.
Antes disso, o presidente russo, Vladimir Putin, em conversa
com seu homólogo sul-africano Cyril Ramaphosa, disse que as obrigações em remover os obstáculos à exportação de alimentos e fertilizantes russos não
foram cumpridas. Durante a conversa, Putin enfatizou que o principal objetivo
do acordo era o fornecimento de grãos aos países necessitados.
Ainda hoje, o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, disse
que havia enviado cartas oficiais ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres,
e ao presidente turco, Tayyip Erdogan, sugerindo continuar o acordo de grãos
sem a participação da Rússia ou concluir um acordo semelhante, mas num formato
tripartido…
E assim vai a hipocrisia de alguns actores.
Miguel Díaz-Canel continua a sua visita oficial ao nosso país, que decorre entre 13 e 16 de julho.
Na tarde de hoje participou numa iniciativa de solidariedade com Cuba e contra o bloqueio dos Est
ados Unidos da América. contou com centenas de participantes onde se destacavam Paulo Raimundo, Isabel Casmarrinha, Jerónimo de Sousa, e artiostas que.webp)
Na iniciativa participou também Vitorino que saudou a entrada no recinto de Diaz Canel com a canção de José Afonso "A morte saiu à rua".
Antes, durante o dia Diaz Canel e Marcelo Rebelo de Sousa inauguraram, na Praça da Alegria um busto de Jose Martí, herói nacional de Cuba. Depois recebeu as saudações da Assembleia da República.
A JMJ 2023 decorre após dez anos de pontificado do Papa Francisco e do processo de novo reformismo que ele incentivou e vem promovendo. Destacamos alguns elementos desse processo. Os diversos documentos papais como Evangelii Gaudium (1) em 2013, Laudato Si’ (2) em 2015, ou Fratelli Tutti (3) em 2020, correspondem a importantes avanços na Doutrina Social da Igreja. Devem ser também destacadas as medidas de reforma da Cúria, de alteração do colégio de cardeais, já quase ⅔ do colégio eleitoral para um novo Papa, da promoção do diálogo ecuménico e inter-religioso, da abertura à maior participação de leigos na Igreja Católica, de valorização das mulheres, do combate à pedofilia e outros abusos que têm provocado um grande impacto na Igreja. Importa ainda assinalar os seus esforços para dinamizar o processo de paz entre a Rússia e a Ucrânia, ainda que pouco conhecidos ou divulgados.
É neste contexto que é importante reflectir e olhar a realização da JMJ 2023, que tem enfrentado críticas, gerado problemas e mesmo a ameaça de um cisma, a partir dos sectores mais retrógrados do clero, que continuam a defender uma Igreja fechada sobre si e afastada dos povos e por isso recusam o caminho cristão apontado por Francisco.
A importância e o significado dos documentos papais mencionados vêm da denúncia do capitalismo enquanto “economia que mata”, da exploração dos pobres, dos trabalhadores e da natureza, das causas da alienação e opressão, da corrida aos armamentos e da guerra. Vêm igualmente do apelo à defesa de caminhos e políticas alternativas, da necessidade de intervenção e luta dos explorados e dos povos excluídos, como resposta aos graves problemas que a humanidade enfrenta no trabalho, na habitação, no ambiente, na soberania, e no desenvolvimento justo e universal. Para Francisco é essencial o papel dos jovens e, muito em particular dos jovens católicos, ideia expressa através do lema da JMJ 2023: “Maria levantou-se e saiu apressadamente”, que coloca a tónica na intervenção e na acção.
Os desenvolvimentos da resposta da ala que se tem expressado sonoramente contra Francisco é incerta, mas importa assinalar outros temas em discussão como a ordenação sagrada de mulheres ou o fim do celibato obrigatório no rito latino.
Em Portugal, a Igreja não ficou incólume a estes desenvolvimentos e tem revelado sinais de desorientação e mesmo de divisão no seio da hierarquia, bem evidentes na constituição da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças e perante a posterior divulgação do relatório que produziu. Esta é uma realidade perante a qual o reeleito Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, próximo de Francisco, teve de refletir, chegando a ponderar não fazer um segundo mandato.
As dificuldades na Igreja em Portugal são bem visíveis nas dioceses que estiveram sem bispo titular até recentemente (Bragança-Miranda) ou que ainda estão (Setúbal), apesar de recentemente terem sido nomeados alguns novos bispos auxiliares. A situação do Patriarcado de Lisboa será uma questão a resolver, face à saída já anunciada do actual Cardeal-Patriarca após a JMJ, possivelmente ultrapassada pela passagem do bispo auxiliar e coordenador da JMJ 2023, D. Américo Aguiar, ao cardinalato. Ele tem sido o rosto nacional e internacional da iniciativa, com um percurso que passou pela Diocese do Porto e nos últimos anos com diversas responsabilidades em Lisboa, nomeadamente na ligação à comunicação social, aos bombeiros, e aos sindicatos.
A JMJ 2023 decorrerá, assim, num período de profundo debate no seio da Igreja, de preparação do Sínodo deste ano sob o lema “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O desafio é da construção de uma Igreja-comunidade, participada, com uma missão partilhada por todo o discipulado de Cristo. Os jovens católicos são uma peça fundamental neste chamamento para uma fé que dê frutos em relação aos grandes problemas que afectam milhões de seres humanos.
22.06.2023
"Your life is made out of the days it's made out of. Nothin else."
Em torno do desvairado acto de ceder bombas de fragmentação a Zelensky, sucederam-se por parte da administração norte-americana e "aliados" afirmações cínicas, infundadas, delirantes.
Vejamos.
Só 1,5% das bombas não detonam na altura, outros dizem 2,5%, até há quem fale em 4%, isto é 4 em cada 100 bombas, em média, são detonadas depois, constituindo um manto de minas à espera de quem as pise. E como foram calculadaas as referidas percentagens?
Os EUA garantem que Zelensky assumiu o compromisso de só (!) usar a bombas nos territórios que foram integrados na Rússia, depois de 2014, quando o golpe fascista de Maiden que agravou as perseguições e assassinatos de comunistas, sindicalitas e "pró-russos"(caso da Crimeia) e, mais recentemente, em 2022, depois de perseguições às respectivas populações, com mais 14 mil mortes, os oblasts de Donetsk, Luhansk, Zaporígia e Kherson.
Pelo que se percebe disto, Zelensky está aberto a matar toda a gente nestes territórios, militares e civis..., isto é, em coerência com a sua narrativa, ucranianos, que terão sido invadidos pelos russos. Ele nem se quer comprometer com só usar as bombas contra alvos militares
Dizem ainda os EUA que os russos também usaram este tipo de bombas contra a Ucrânia nesta guerra. Quando? Onde? Em que circunstâncias? Não são fiáveis testemunhos recolhidos por ONGs, em geral parte interessada com uma das partes do conflito.
utilizando dados oficiais, a situação do SNS e o seu orçamento para 2023, mostra que ele é insuficiente a nível de despesas com pessoal (aumento de apenas 2,3% entre 2022 e 2023) para compensar os profissionais de saúde da inflação prevista para 2023 (entre 5% e 6%), e muito menos para garantir remunerações dignas e uma carreira digna aos médicos do SNS.
As baixas remunerações que auferem no SNS tem obrigado muitos deles a trabalharem também para os grandes grupos privados de saúde, que é uma forma como, objetivamente, os sucessivos governos, incluindo o atual, tem promovido o negócio privado de saúde com consequências dramáticas para os profissionais de saúde e para os utentes.
Eugénio Rosa mostra também que dos 753,4 milhões € de investimentos previstos no orçamento do SNS para 2023, apenas foram executados 66,7 milhões € até maio de 2023, o que é incompreensível e inaceitável já que tem consequências graves para utentes e profissionais de saúde (doentes amontoados nos corredores dos hospitais, equipamentos necessários fora do prazo ou inexistentes, etc.).
O economista analisa o documento do governo com a proposta de grelha remuneratória para os médicos mostrando que ela, no fundo, o que pretende é obrigar os médicos a trabalharem mais horas e em piores condições não pagando adequadamente. E termina analisando a "solução milagrosa " de Montenegro/PSD para o SNS.