sábado, 12 de dezembro de 2015

Os rankings dos inimigos da Educação






Do Ministério da Educação continua a sair a aldrabice dos rankings, que nos querem convencerde que as melhores escolas são as privadas e as piores as públicas.
O "melhor" e o "pior" são aqui categorias irrelevantes para aquilo que está em causa. Porquê?
Porque, em geral, nas privadas andam os meninos das famílias ricas e nas públicas andam os das remediadas ou mais carentes.
Porque as escolas privadas são mais apoiadas que as públicas com dinheiros do Estado, independentemente da qualidade do ensino e apenas com o longínquo argumento de poderem criar oferta numa região onde não existe escola pública, coisa que, em geral não acontece.
Por outro lado, é voz corrente que muitas privadas “trabalham” as notas dos seus alunos.
As escolas privadas não são inclusivas no sentido de acolherem estudantes de todas as camadas sociais, e não trabalham pedagogicamente, com frequente componente social, alunos com sérios condicionalismos sociais de origem como a fome, famílias quase inexistentes, permeabilidade a comportamentos desviantes e marginais.
“Comparar” realidades incomparáveis é uma mentira de consequências graves
Penso, aliás, que o que, em geral, a sociedade portuguesa deve a tantos e tantos professores tem sido criminosamente negada por políticas de direita na educação e por rankings como estes.