sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Manutenção ou subida da produção do petróleo, arma política contra terceiros por parte da Arábia Saudita e seus aliados mais próximos

Embora de no dia de hoje vários media terem afirmado que as empresas norte-americanas que exploram o xisto são o principal alvo da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), dominada pela Arábia Saudita, de manter a produção no nível atual ou aumentá-la, responsáveis de outros países produtores de petróleo sustentam que estas medidas são de natureza política com vista a desestabilizar países com grande dependência do petróleo para elaborarem os seus orçamentos.Entre esses países estão o Brasil que já foi muito afectado, que defronta uma crise que a direita cavalga preparando um golpe de Estado institucional contra Dilma. Ou a Rússia, principal alvo da NATO. Ou Angola onde persistem dificuldades, também aproveitadas para provocar situações de natureza insurrecional. Ou a Venezuela, que vive permanentemente um confronto com grupos económicos que procuram sabotar a economia e afectar a distribuição de alimentos. Ou a Nigéria para favorecer viragens políticas do interesse da coligação saudita-turca-israelita.Segundo especialistas na produção de petróleo, o potencial de larga escala da exploração de xisto nos EUA - com baixos custos de capital e curto prazo para iniciar produção - torna a atividade no país um alvo improvável para a Opep.