quinta-feira, 7 de julho de 2016

Com declarações de Angela Merkl para tentar emendar o que é evidente, começa amanhã em Varsóvia uma Cimeira da NATO que promete a guerra


A cimeira da NATO em Varsóvia, país dirigido por um governo de extrema-direita que condiciona fortemente a liberdade de imprensa e promove os depedimento de jornalistas, já estava marcada antes do Brexit.
Entretanto a Grã-Bretanha saiu da UE (mas não da NATO), o que deu motivo para algumas cabeças mais quentes, que leram o Brexit como um enfraquecimento da atitude "europeia" face à  "ameaça ou maior assertividade" da Rússia, quererem que esta cimeira se transforme, de facto numa ameaça àquele país.
 
Veio agora Angela Merkl, na passada 3ª feira, no Reichtag, aparentemente meter alguma água na fervura, afirmando que"Estamos interessados em relações positivas com a Rússia" e que o actual reforço militar da NATO é "simplesmente de natureza defensiva", afirmação recebida com apartes dos deputados da oposição.
 
Já no passado dia 16 de Junho nos referimos aqui a esta cimeira antecedida por manobras militares nos países do leste europeu, as de maior envergadura até hoje realizada.
Aí referimos que "Varsóvia anunciou que em 2017 vai expandir as forças armadas polacas de 
100 para 150 000 homens, formando uma força para-militar de 35.000 homens chamada "força de defesa territorial." Esta estará distribuída em todas as províncias começando com a oriental, que terá a tarefa de "impedir a Rússia de se apoderar do território polaco, como fez na Ucrânia."
Os membros da nova força, que receberá um salário mensal, serão treinados, a partir de Setembro, por instrutores dos EUA e da NATO de acordo com o modelo adotado na Ucrânia, onde treinam os batalhões da Guarda Nacional que incluem neo-nazis. A associação paramilitar polaca Strzelec, com mais de 10.000 homens vai constituir a espinha dorsal da nova força, e já começou a treinar participando no Anakonda 16. A criação da nova força paramilitar, que fornece internamente ao presidente Andrzej Duda uma nova ferramenta para suprimir a oposição, é parte do referido crescimento militar da Polónia, com um custo estimado de 34 mil milhões de dólares até 2022, e é encorajada pelos EUA e pela NATO no objectivo anti-russo. Já começou o trabalho para instalar na Polónia uma bateria de mísseis terrestres do sistema norte-americano Aegis, semelhante à que já opera na Roménia, que pode lançar mísseis mísseis interceptores de um ataque nuclear".
Contra todas as evidências Angela Merkl defendeu no Reichtag que "A dissuasão e o diálogo, a solidariedade com os nossos parceiros na aliança e uma mão estendida para o diálogo não entram em conflito e são indivisíveis uns com os outros".
O representante da Rússia na cimeira da NATO, para a reunião do Conselho Rússia-NATO, que se reunirá no próximo dia 13, reagiu a estas declarações no dia seguinte, declarando que "esperam um diálogo  franco e sério sobre as questões relacionadas com as actividades da NATO junto às fronteiras da Rússia e sobre o seu impacto na segurança e estabilidade na Europa e nas suas regiões.