quinta-feira, 21 de julho de 2016

A França está a intervir militarmente na Líbia


Na semana passada a França teve de reconhecer que estava a operar militarmente na Líbia quando três militares seus morreram na queda de um helicóptero. O governo francês falou de uma missão de espionagem muito perigosa que tinha sofrido um acidente. Porém, o ataque foi reivindicado pelas Brigadas de Defesa de Benghazi, milícia islamita próxima da Al-Qaeda.

 
O míssil terra-ar SA-7 e as armas automáticas usadas pelos jihadistas tinham sido roubadas às forças do general Haftar, antigo general de Kadhafi, agora apoiado pela França, e homem forte da zona oriental do país que se opõe ao governo de Tripoli aí colocado pelos países da NATO. Esses países – os EUA, a Inglaterra , a Itália e a Espanha – cooperam com a França numa zona que será de coutada sua e que inclui a Mauritânia, o Mali, a Nigéria, o Chade e o Burkina Faso (operação “Barkhane”).

A ONU expressou as suas preocupações com a conquista de Sirte pelo Estado Islâmico, onde estarão entre 2 e 5 mil jihadistas.

A França, que em 2011 estava na linha da frente da intervenção militar da NATO para derrubar Kadhafi, está confrontada com um país que se transformou um grande mercado de armas, muito abrangente e poderoso como revelou a capacidade de fogo de rebeldes e jihadistas do Mali. Obama classificou essa operação da NATO “como o seu maior erro em termos de política externa” e o Ministro dos Estrangeiros russo, Lavrov, referiu que a violação do mandato do Conselho de Segurança sobre a zona de exclusão aérea poderia ter como consequência que a morte de Kadhafi pudesse ser julgada como “crime de guerra”, tanto mais que um conselheiro especial junto da Presidência da República Francesa, Robert Dulas, confirmou que Kadhafi já tinha aceitado deixar o poder antes da intervenção.

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