domingo, 22 de novembro de 2015

Empresário francês aponta responsabilidades aos EUA pelos actos terroristas na Síria

Alarga-se na opinião pública o nível de conhecimentos que permitem relacionar os EUA, a França, a Turquia, o Qatar, a Arábia Saudita e Israel com o apoio político, de recrutamento de mercenários, da sua formação, entrelaçamento e planeamento de acções de diversas organizações terroristas. O Daesh sustenta-se da venda do petróleo dos poços roubados à Síria e até helicópteros americanos protegem colunas da carrinhas Toyota equipadas com metralhadoras na sua progressão de países vizinhos dentro do território sírio.
 
Por seu lado, o Qatar comprou material militar anti-aéreo de tecnologia sofisticada à Ucrânia para o entregar ao Daesh, numa operação que decorreu no final do passado mês de Setembro, mesmo antes da intervenção militar russa contra essa organização terrorista. A intervenção foi aprovada pela embaixada dos EUA em Doha. O material saiu da Ucrânia e atravessou a Bulgária e a Turquia. Todos os países envolvidos dizem combater o Daesh.
 
 
 
 
O CEO do Starwood Capital Group, Berry S. Sternlicht, disse que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não pode ser ilibado da culpa pelos ataques terroristas sofridos pela França.
A Bloomberg informou no dia 17, citando as palavras de Sternilicht, que o presidente americano subestimou a ameaça do "Estado Islâmico", sendo que, para si, o ocorrido é "culpa de Obama".
Sternilicht disse que Obama considera os militantes do "Estado Islâmico" como "milícias", sem qualquer organização ou experiência. No entanto, "todos os homens que estão no Médio Oriente dizem o contrário, mas ele não presta atenção".
Após os comentários de Obama, foram desencadeados bombardeamentos e outras ações contra o "Estado Islâmico". Um dia antes dos ataques em Paris, Obama disse ao ABC dos Estados Unidos que a estratégia americana contra o "Estado Islâmico" já o "tinha controlado", mas a tentativa de "decapitação" dos seus cabeçilhas ainda não obtivera sucesso.
Nos ataques terroristas ocorridos no dia 13 em Paris, foram mortos, pelo menos 129 pessoas e 352 pessoas ficaram feridas.
 
Sternilicht disse que a política da administração de Obama aumentou a ameaça do terrorismo internacional, promoveu o crescimento do "Estado Islâmico" e de outras organizações terroristas "especialmente na Síria e outros lugares".
O empresário terminou comentando que "se combatêssemos estas organizações quando eram menores, e enfrentássemos mais a sério a sua ameaça, acredito que os ataques terroristas ocorridos em Paris poderiam ser evitados".