sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Alegre, o poeta que fugiu ao combate mas que agride, de forma rasteira, os que foram seus amigos

Eu e o Manuel Alegre temos muitos amigos comuns. Espero que discutam com ele esta atitude inqualificável. E que se entenderem comentar, mesmo negativamente o que aqui escrevo, que o façam.
 
Manuel Alegre teve ontem um papel que o desqualifica ao invocar Cunhal, que não está aqui para lhe responder. Alegre quer deslocar votos da CDU numas eleições que não são uma segunda volta das presidenciais. São uma eleição para deputados onde o que se avalia é a disposição de votar nas diferentes forças políticas. Por isso a direita irá ter uma grande derrota. Por isso o PS tem tido modestos resultados em sucessivas sondagens, mesmo que a estas não se deva dar excessiva importância, dada a fuga do PS ao combate à política de direita nestes 4 anos.
Depois de querer acabar com o cravo, nem a rosa lhe escapa
 A iniciativa que o PS encomendou a Alegre foi rasteira e traiçoeira na véspera do voto.
O PS terá que reflectir sobre o facto de não conseguir, de uma área política derrotada, atrair eleitores que se sentiram traídos pelo governo que viabilizaram há 4 anos com o seu voto.
Será que Alegre pensa que o PS é dono dos votos à sua esquerda? Que os eleitores não têm capacidade política para decidirem sem chantagem? Longe vai o tempo do "Não há machado que corte...". A canção de combate ficou mas o poeta fugiu dele para agredir, de forma rasteira, os que foram seus amigos.

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