quinta-feira, 25 de junho de 2015

Violência em sociedades avançadas, por José Manuel Jara

A ocorrência de mais um assassinato coletivo em Charleston, na Carolina do Sul (EUA) deve levar a refletir. A defesa dos direitos humanos não se compagina com a violência social que a cada dia se vai sabendo ocorrer no país cujos governantes se fazem seus arautos. Algo de muito errado acontece. Uma grave dissociação entre doutrinas e práticas? O avanço social decorre principalmente nas tecnologias e não na civilidade? Reminiscências num Estado do Sul da opressão esclavagista do século XIX no século XXI? Ou  o municiar com armas os conflitos humanos, num perpétuo Farwest?  O que se passa na vida social deve fazer  refletir sobre os parâmetros verdadeiros do progresso social. De onde vem tanto ódio? Ódio de um jovem branco,  que traiçoeiramente assassina num Igreja Cristã, num país maioritariamente cristão, nove pessoas negras. Que autoridade moral tem uma grande nação que não consegue resolver os seus problemas sociais, raciais e morais para dar lições ao resto do mundo? Ou será  o intervencionismo de ameaças  e de guerras, e o armamentismo galopante a versão estatal global da mesma ideologia de violência que transborda na sua sociedade civil? Não é na esfera judicial que se irá resolver a questão da civilização. Muito menos o mundo será sanado com a lei da guerra e do mais forte.

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