sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Sobre a Venezuela (1) - A oposição falhou nova tentativa de golpe de Estado


Ontem na Praça Bolívar
A oposição convocou para ontem em Caraças uma manifestação, de que não deu conhecimento prévio às autoridades, ao contrário do que acontece na generalidade dos países. Chamou-lhe “ A grande conquista de Caracas”.

Convocada pela Mesa da Unidade Democrática (MUD), tinha como pretexto pressionar o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) a dar andamento ao referendo revogatório.

Manchete de um jornal da oposição de ontem
O presidente da Venezuela, Nicólas Maduro, denunciou a concentração:

"Está em marcha um plano de golpe de Estado fascista, dirigido a partir dos EUA para trazer a violência à Venezuela. Não o permitiremos, o povo na rua não o irá permitir”

A oposição venezuelana retomou as acções violentas de 2014 para derrubar o Governo e impor ao país um modelo neoliberal, assinalou a ministra Delcy Rodríguez numa entrevista exclusiva para a TeleSUR.

Quando convocaram a “Conquista de Caracas", começou uma campanha de guerra que anunciava acabar com o Governo. Um jornal chegou mesmo a fazer manchete "A batalha final será em Miraflores" (palácio presidencial).
Depois das 14 h (hora local) quando acabou formalmente a marcha convocada pela Mesa, mas grupos saídos dela entregaram-se à destruição de equipamentos urbanos e à colocação na autoestrada da capital Francisco Fajardo de artefactos que estiveram quase a causar a morte de automobilistas.

Apesar da intenção e das atitudes bélicas, e até porque se estava a realizar na Praça Bolívar a concentração de apoiantes do governo, que contou com uma expressiva presença de motards, a paz não foi

O receio de ser renovada a tentativa golpista de 2014, existia em muitos venezuelanos pois nessa altura houve 43 mortos e mais de oitocentos feridos. E não deixa de ser significativo que a oposição que está em maioria no órgão legislativo tenha entre mãos a tentativa de absolver os responsáveis dos delitos de então.

Há 2 anos as acções consistiram em encerramentos arbitrários de ruas com acções violentas (as então designadas “garimbas”) para exigir a demissão de Maduro, ao arrepio da vontade popular expresso nas eleições de 14 de Abril de 2013 que elege Nicolás Maduro, dando continuidade à Revolução Bolivariana, iniciada com o presidente Comandante Hugo Chávez.

Oportunamente o presidente da República tinha tornado público o desarmamento de grupos paramilitares que provocariam um massacre. Estes acampamentos estavam instalados numa zona montanhosa da freguesia de Sucre. O ministro Néstor Reverol  apresentou à imprensa um vídeo onde se mostram armamentos e explosivos localizados num acampamento a cerca de 500 metros do palácio presidencial.

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