quinta-feira, 13 de abril de 2017

O Reino Unido procura ir mais alto que os EUA (pelo menos em cabelos...)


Na reunião dos G-7, dos passados dias 10 e 11, os sete países mais industrializados do mundo, segundo critérios de FMI, mas onde a Rússia foi impedida de continuar (G-8), na sequência dos acontecimentos na Ucrânia e Crimeia e onde também não participa a China, não concordaram com o agravar das sanções à Rússia, que mantêm.
A proposta de Boris Johnson, MNE do Reino Unido não fez vencimento e o seu par italiano considerou fundamental que a Rússia favoreça com a comunidade internacional uma transição política na Síria para derrotar o grupo extremista Estado Islâmico.
"Uma derrota duradoura do Daesh (acrónimo em árabe de Estado Islâmico) não pode ser alcançada sem um processo político que leve a uma transição" na Síria, afirmou Alfano durante a reunião do G7.
"Existe agora uma janela de oportunidade para envolver a Rússia seriamente no relançamento do processo político", acrescentou.
O Conselho de Segurança de ontem não aprovou nova tentativa de responsabilização do governo sírio pela alegada utilização de gás sarin no bombardeamento a um depósito de armas dos terroristas numa localidade o norte da Síria. A Rússi votou contra, usando o direito de veto.

Falando, em primeiro lugar perante os 15 membros, o representante britânico Matthew Rycroft acusou Moscovo de apoiar "um criminoso assassino e bárbaro" - o presidente sírio, Bashar Assad - "em vez de alinhar com seus pares internacionais" na votação
O enviado também afirmou que o sarin, um gás nervoso, havia sido encontrado no local do suposto ataque químico orquestrada pelo governo na área controlada pelos “rebeldes” no norte do país.
Vladimir Safronkov, enviado-adjunto da Rússia à ONU, um dos vários diplomatas, que substituiu Vitaly Churkin desde a morte súbita deste, há dois meses, seguiu-se-lhe no uso da palavra, e acusou o representante inglês de “pretender impedir os esforços de De Mistura da ONU para resolver a crise e de trazer a confrontação e a inimizade para o seio do Conselho de Segurança".

"Você perde o sono perante a possibilidade de podermos trabalhar em conjunto com os EUA. Você está com medo, faz tudo para o minar "
"Não desvie seus olhos! Olhe para mim! Por que está a desviar os olhos?”, continuou o representante russo.

Rycroft, que antes balançeava a cabeça com tristeza, parecia impassível com o discurso, continuando a desviar o olhar, antes de reagir às palavras com um sorriso sardônico.
O representante russo continuou, dizendo que o Reino Unido "não tinha feito nada" para uma resolução pacífica da crise síria, Safronkov  e disse que  Rycroft "ignorou" o discurso de Mistura preferindo "insultar a Síria, o Irão, a Turquia e outros Estados".

"Alguns dos membros do Conselho de Segurança recorrem a linguagem imprópria. Não se atreva a insultar a Rússia! - disse Safronkov.
As reacções de Theresa May e François Hollande face à não passagem no CS da ONU desta condenação à Síria, foi de grande violência verbal.

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