sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A transparências das eleições em Angola e os resultados parciais contados até há dois dias

Numa declaração conjunta apresentada à imprensa os antigos presidentes Pedro Pires, de Cabo Verde, Joaquim Chissano, de Moçambique, Manuel Pinto da Costa, de S.Tomé e Príncipe e José Ramos Horta, de Timor-Leste, convidados a supervisionar as eleições em Angola na qualidade de observadores internacionais, consideraram "pacíficas, livres, justas e transparentes" as eleições.
Os antigos líderes observaram as diferentes assembleias de voto na capital do país, tendo testemunhado ...a abertura e o fecho das urnas, o processo de votação, a contagem dos votos, incluindo o apuramento dos resultados em alguns locais de votação. Também constataram que as eleições decorreram de forma ordeira e pacífica, sem incidentes ou irregularidades de realce.
“Constatamos com satisfação uma taxa de participação acima da média e a existência de muito poucos votos nulos e em branco, fruto de uma campanha de educação cívica bem sucedida”, disse Pedro Pires, que leu a declaração conjunta.




No dia anterior a esta declaração foi feita divulgação dos resultados parciais das eleições angolanas quer de origem nos delegados do MPLA às mesas de voto quer de origem na CNE pela recepção dos resultados das próprias mesas de voto, poderiam ter sido completadas pelos dados que se esperaria poderem ser enviados aos restantes partidos pelos respecivos delegados às mesas de voto.
Não o fizeram por incompetência? Ou porque os resultados a divulgar seria divulgarem a sua própria derrota?
Compreendo que quer a CNE quer...
o MPLA tenham divulgado os resultados, recolhidos por vias não coincidentes, porque um período longo de espera poderia aproveitar aos pescadores de águas turvas para procederem a alguma desestabilização.
A Comissão Nacional Eleitoral (CNE), divulgou os primeiros resultados provisórios saído das eleições gerais para um total de 5.938,853 votos. Cada formação política, teve o seguinte resultado à nível nacional: MPLA-64,57%, UNITA-24,4%, CASA-CE-8,86%, PRS-1,37%, FNLA-0,95%, APN-0,52%.
Relativamente à sondagem do Instituto Piaget/Universidade Católica, estes resultados revelam que o MPLA poderá ter subido em relação a ela, que a UNITA poderá ter subido bastante, que a CASE-CE poderá ter diminuido bastante (mas ambos somados com resultado ligeiramente inferior ao da sondagem) e que poderá ter falhado atentativa de fazer do CASE um caso resultante do fluxo das redes sociais e dos jovens que votaram pela primeira vez.
 


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