quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Fado Barroco, ontem na Gulbenkian



Fomos ontem a um concerto original, que recorreu à junção de elementos diferentes, para poder gerar a empatia de um publico heterogéneo que se adivinhava gostar de boa música.

Os intérpretes dessa diversidade musica foram Ana Quintãs (voz, soprano), Ricardo Ribeiro (voz, fadista), Miguel Amaral (guitarra portuguesa), Marco Oliveira (viola de fado), e os "Músicos do Tejo", ensemble de música barroca, dirigidos por Marco Magalhães e Marta Araújo, seus criadores. Todos eles bons músicos que se adivinharam à altura de diferentes desafios.

A proposta original, de Marco Magahães, director musical dos Músicos do Tejo, que foi acolhida pela Orquestra Barroca de Helsínquia, era, numa pergunta do próprio ao público que lá foi:
"Porque não retroceder até à Idade Média e mostrar coimo a poesia e a música galaico-portuguesas do século XVIII faziam parte de uma cultura rica e refletiam tantas influências diferentes, nomeadamente árabe-andaluzas? Sendo assim, porque não incluir uma das canções árabes de Rabih Abou-Khalil composta para o Ricardo Ribeiro? Ou ainda, porque não trazer para a sala de concertos géneros folk-pop mais recente como a música dos Madredeus?"

O concerto teve seis capítulos dedicados a:
  1. Guitarra Portuguesa, símbolo da música portuguesa;
  2. Portugal Medieval, raízes árabes e galaicas;
  3. Portugal Barroco;
  4. Fado Puro;
  5. Lunduns e modinhas;
  6. Fado e mais além
E foi uma fórmula de sucesso junto do público presente que não lhes regateou aplausos. E uma boa noite de música.

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