segunda-feira, 9 de abril de 2018

A morte para onde os soldados portugueses foram enviados na 1ª Guerra Mundial, por António Abreu

 
A homenagem nacional aos mortos da terrível batalha de La Lys é justa e dignifica as forças armadas portuguesas.
 
É também uma homenagem aos homens que foram arrancados às famílias e que não queriam ir para a guerra que nada lhes dizia a não ser que, com alta probabilidade, iria pôr um fim às suas vidas.
 
É uma homenagem aos homens que partiram para a guerra sem os meios básicos à sua sobrevivência e que, para além da morte, defrontaram a fome e as doenças e as condições dos ca...mpos alemães de concentração de presos.
 
É uma homenagem aos homens que os aliados escolheram para o confronto mais difícil, pelas condições do campo em que cavaram as trincheiras, usando-os - é o termo apropriado - como carne para canhão do adversário.
 
À margem dela que dizer de Macron que não quer mais guerra entre europeus (já esqueceu o papel da França nos bombardeamentos à Jugoslávia?) mas que não se importa que a França leve a guerra a outrospontos do mundo.
À margem dela, ainda, a memória que não se pode apagar da História, da miserável decisão da República ao viabilizar o Corpo Expedicionáriuo Português, para ser aceite no clube dos ricos e recolher as migalhas do banquete.

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