sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Eleições presidenciais em França, com 1ª volta em 23 de Abril e 2ª volta em 7 de Maio

Parece garantido que Marine Le Pen irá transitar na votação de 23 de Abril para a 2ª volta em 7 de Maio. Ela será a candidata mais votada na 1ª volta a não ser que o candidato independente Emmanuel Macron, nestes dois meses invertesse a posição relativa dos dois. Para já e segundo as sondagens actuais, tem garantida a vitória sobre Marine Le Pen por 65 contra 35% numa 2ª volta com os dois.
No final de Janeiro a Reuters dava conta de uma sondagem que lhe atribuía 26 a 27% dos votos, para disputar a 2ª volta com Macron, de 39 anos, ex-membro do Governo de Manuel Valls, e fundador do "En Marche", que obteria nessa 1ª volta entre 22% e 23% das intenções de voto. O socialista Macron furtou-se às primárias dentro do PS e decidiu correr em pista própria, realizando uma campanha que tem procurado captar os desiludidos com a governação socialista.
 
Na segunda volta, segundo a sondagem feita pela Elabe para o jornal económico "Les Echos", divulgada há uma semana, Macron bateria Le Pen com 65% dos votos contra 35% da candidata da extrema-direita, estando a fazer uma campanha para captar votos à esquerda e à direita, “esquecendo” a apresentação de um programa eleitoral. De facto, assumiu, dias depois, compromissos eleitorais com um hipotético candidato do centro-direita, François Bayrou, presidente do MoDem, a troco do apoio deste à sua candidatura. Há menos de dois meses, Bayrou dizia que Macron era um candidato da alta finança…
Mas à direita ainda há que contar com a determinação de François Fillon que, apesar dos escândalos de favorecimentos ilícitos familiares, se apresenta como vítima do sistema judiciário e afirma que o seu julgamento será no sufrágio universal e não em tribunal.
Benoît Hamon, o escolhido nas primárias do PS, não iria além dos 16% a 17%, ficando retido na primeira volta, apesar de obter 42% dos eleitores de Hollande e 5% dos que votaram anteriormente em Mélenchon, da “França insubmissa”, segundo um director da Elabe. Nesta sondagem Jean-Luc Mélenchon tinha 10%.
No passado dia 16 uma sondagem feita para o Le Monde pela Ipso Sopra Steria, as previsões à 1ª volta eram para Le Pen 25-26%, Macron com 20 a 23 %, Fillon com 17,5 a 18,5% (queda de 6.5 num mês), Hamon teria entre 15,5 e 18 %,
Hamon, depois de ganhar as primárias no PS, está a procurar ultrapassar Macron para chegar à 2ª volta. Tem realizado contactos não formais com “A França insubmissa”, que apoia Mélenchon, e, em Lisboa, afirmou encarar com simpatia os entendimentos entre o PS , o PCP e o BE que iria tentar em França. Procura nesta semana fechar ainda com Yannick Jadot, dos Verdes, um acordo de apoio à sua candidatura.
Benoît Hamon, o candidato do PS, ficaria retido na primeira volta, apesar de obter 42% dos eleitores de Hollande e 5% dos que votaram anteriormente em Mélenchon, da “França insubmissa”, segundo um director da Elabe. Nesta sondagem Jean-Luc Mélenchon tinha 10%.
Quanto ao PCF, que tem integrado a Frente de Esquerda, e que apoiou nas últimas presidenciais a candidatura de Mélenchon, o seu secretário nacional Pierre Laurent, tem referido que só um pacto de maioria entre o PS, a França Insubmissa, A Frente de Esquerda e os Verdes podem conduzir à vitória da esquerda nas eleições presidenciais e que hoje se abrem novas perspectivas que exigem muito diálogo no decurso deste mês de Fevereiro com vista às presidenciais e às legislativas, avançando entendimentos quanto à gestão das finanças, a luta contra a evasão fiscal a reorientação na utilização dos fundos públicos, acabar com o Crédito de Imposto para a Competitividade e Emprego (CICE), uma reforma fiscal ampla e a gestão publica do sector bancário.
Nestas declarações ao jornal Politis, Laurent criticou Jean-Luc Mélenchon e a sua “França insubmissa” que falam de um “entendimento” à esquerda m as contra os partidos, particularmente o PCF, procurando a diluição dos partidos na sua candidatura e fazendo “pesca à linha” em zonas de sua influência.

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