sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

População, emigração e imigração


Dados económicos recentes são ligeiramente positivos mas insuficientes no que respeita ao crescimento do PIB.
Este depende de: consumo, investimento, despesa pública  e balança comercial.

São factores condicionantes externos: os juros pagos da dívida e esta própria que impedem recursos para o investimento público, donde a necessidade de reestruturar dívida, e os destinos de exportações bloqueados por crises e boicotes (Angola, Venezuela, Brasil, Rússia que exigem novos parceiros para a exportação e que contribuamos para acabar com boicotes políticos contrários aos interesses dops povos        
São factores internos condicionantes: baixo consumo limitado por baixos rendimentos,a banca recapilatizada não está a apoiar a economia, e o investimento privado

 

É inevItável  acompanhar as oscilações da população, população activa, emigração e imigração

Em 2011-2015, ou seja, em cinco anos, em que estivemos condicionados pela troika e o governo PSD/CDS, Portugal perdeu cerca de 500 mil habitantes para a emigração. Nos dez anos anteriores, ou seja desde o início do século até 2010 tinha perdido 700 mil.
 

Assim, em 2015, a população residente em Portugal foi estimada em 10.341.330 pessoas, menos 33.492 do que em 2014, o que representa uma taxa de crescimento efetivo de menos 0,32%, quando no ano anterior tinha sido de menos 50%. A tendência de decréscimo populacional que vinha desde 2010 (efeito da crise internacional) parou, porém, em 2014, 2015 e 2016 (dados ainda não publicados).

Nos últimos 5 anos 2011-2015 (troika+ governo PSD/CDS) houve uma redução da população activa de cerca de 269 mil pessoas.

 De acordo com os últimos censos, entre 2001 e 2011 o volume de regressos de emigrantes de longa duração (superior a um ano) alcançou os 40%, na sua maior parte não para exercer uma actividade económica.

Nas décadas de 60 e 70 do século passado, o grosso dos emigrantes tinha pouca ou nenhuma escolaridade, como o resto da sociedade. Agora, apesar de haver um número significativo e crescente de pessoas com ensino superior, a maioria dos que saem tem escolaridade média ou baixa.

Em 2015 existia uma população activa de cerca de 5,2 milhões (49% mulheres) para uma população em idade activa de 6,7 milhões (isto é, 23 desempregados em cada 100 portugueses em idade activa, com 15 ou mais anos até 65). Nos últimos 5 anos 2011-2015 (troika+ governo PSD/CDS) houve uma redução da população activa de cerca de 269 mil.

 
Qualquer política económica tem que atender a diferentes vertentes e o déficite humano é o mais emergente dos défices que o país enfrenta: a sua sustentabilidade demográfica, a braços com uma baixa taxa de natalidade, brutalmente agravada com a emigração massiva de jovens, afectam muito o potencial produtivo.~

 

Notas

(1) Saldo migratório é a diferença entre as pessoas que entram e saem de um país. Pode ser positivo, negativo ou nulo. SM=I-E. O saldo migratório pode também ser calculado pela diferença entre o acréscimo populacional e o saldo natural. Saldo natural é a diferença entre o número de nados-vivos e o número de óbitos, num  dado período de tempo. Pode ser positivo, negativo ou nulo. SN= N-M. 

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