sexta-feira, 14 de maio de 2021

Prosseguem as agressões israelitas contra palestinianos





Conflitos em grande escala estão a ocorrer desde 7 de maio entre palestinianos e a polícia israelita, levando à maior escalada na Faixa de Gaza nos últimos anos.

A responsabilidade pelo desencadear da violência foi da responsabilidade de Netanyahu que, talvez queira sair desta provocação em escalada como defensor do povo judeu ameaçado, que lhe garanta apoio no Knesset para formar governo, o que não tem estado a conseguir.

Os incidentes começaram em duas áreas de Jerusalém Oriental ao mesmo tempo. Continuar aqui.

A primeira foi perto da Mesquita Al-Aqsa.

Mais uma vez a perseguição aos fiéis palestinianos no Domo da Rocha - domo da mesquita – com espancamentos e tiros, levaram à entrada da polícia na mesquita, que provocou destruições que, prontamente os palestinianos repararam. Esta cena repete-se há anos. Só que desta vez a violência foi maior. A ocupação também impõe restrições ao povo de Jerusalém e impede-o de realizar as orações e praticar o culto na Mesquita de Al-Aqsa. A polícia israelita passou a receber ordens para impedir que jovens e crianças lá vão, e às vezes impõe apenas aos maiores de 60 anos a permissão de entrar na Mesquita. A deportação de Jerusalém é praticada periodicamente e por decisões dos tribunais alinhados com o governo. Por exemplo, o sheik Raed Salah, que assumiu a prefeitura do município de Umm al-Fahm, vem sofrendo repetidas ordens de afastamento da mesquita de Al-Aqsa e prisões periódicas, devido à sua descoberta das escavações a que a mesquita está sujeita e à sua posição contrária às medidas de profanação de Jerusalém e de judaização sionista.

Na figura em baixo figura a mesquita e também,em baixo à esquerda, o muro das lamentações judaico.

Desde que o projeto sionista teve início na Palestina, e desde a ocupação britânica há cerca de cem anos, a mesquita Al-Aqsa está ameaçada de judaização, mas o povo de Jerusalém e da Palestina e os seus apoiantes têm travado essas conspirações.

Jerusalém, entretanto ocupada por Israel, e, em particular, a Cidade Velha e a Mesquita de Al-Aqsa, são expostas diariamente a múltiplas formas de racismo.

Esta mesquita, bem como o Domo da Rocha, tornaram-se símbolos do movimento nacionalista palestiniano. Mesmo quando o estado de Israel conquistou Jerusalém Oriental em 1967, e procedeu à reunificação da cidade, manteve a administração da mesquita nas mãos dos muçulmanos

A tentativa israelita de fazer judeus e muçulmanos partilharem a mesquita de Al-Aqsa como local de culto vai contra as normas e tradições internacionais. A Mesquita de Al-Aqsa é dos palestinos, e os ocupantes sionistas não tem direito nenhum a ela.

Os habitantes de Jerusalém sofrem com a falta dos direitos mais básicos, de modo que a ocupação lhes impõe, por exemplo, taxas que chegam a centenas de milhares de dólares para conceder uma licença de construção, sem falar que a espera por esta se arrasta por muitos anos. A ocupação também impõe restrições ao povo de Jerusalém e impede-o de realizar as orações e praticar o culto na Mesquita de Al-Aqsa. A polícia israelita passou a receber ordens para impedir que jovens e crianças lá vão, e às vezes impõe apenas aos maiores de 60 anos a permissão de entrar na Mesquita de Al-Aqsa. A deportação de Jerusalém é praticada periodicamente e por decisões dos tribunais alinhados com o governo. Por exemplo, o sheik Raed Salah, que assumiu a prefeitura do município de Umm al-Fahm, vem sofrendo repetidas ordens de afastamento da mesquita de Al-Aqsa e prisões periódicas, devido à sua descoberta das escavações a que a mesquita está sujeita e à sua posição contrária às medidas de profanação de Jerusalém e à judaização sionista.

 

A segunda área de incidentes foi no bairro palestiniano de Sheikh Jarrah, onde várias famílias árabes estão a ser despejadas para nesses locais serem construídos colonatos judeus. Esta decisão, baseada na consideração de que no passado tinham ali vivido judeus, quando da formação do estado de Israel, em 1948, passando a zona a ser ocupada pelos palestinianos. Este “direito” foi judicialmente contestado e o tribunal israelita que a está a julgar a questão adiou uma decisão, o que foi encarado pelos palestinianos como uma pequena vitória. Os palestinianos manifestaram-se nas ruas de Sheik Jarrah contra este novo roubo de terrenos palestinianos, a que a polícia respondeu com repressão e tiros. No local, junto à Porta de Damasco (porta norte da cidade velha) realizou-se também uma manifestação de centenas de judeus fundamentalistas em resposta ao apelo “Morte aos árabes!”, slogan que foi repetido ao longo de horas.

 

Depois disto na faixa de Gaza, o Hamas, que foi eleito democraticamente para dirigir este território, tem lançado rockets sobre várias cidades de Israel. Nesta sexta-feira em que escrevo já morreram dezenas de palestinianos e doze judeus. Israel atacou na quinta-feira por ar e por terra junto a Gaza, tendo usado 160 aviões (!!).

Os israelitas estarem a ser atingidos em várias cidades provocou já o medo, resultante disso e das manifestações dos israelitas árabes, em solidariedade com os palestinianos, em várias cidades, com múltiplas situações de violência de parte a parte, que lhes retira a segurança em que têm vivido, lado a lado com os árabes.

Netanyahu quer esmagar os palestinianos mas já ele e outros o tentaram antes. E apesar das muitas mortes e sofrimentos atrozes, não o conseguiram.

O Secretário de Estado norte-americano, Anthony Blinken e a chanceler alemã, Angela Merkl, referiram-se a estes incidentes como reconhecendo o direito de Israel se defender. Mas não foram tão compreensíveis com o direito dos palestinianos se defenderem das agressões israelitas.

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