domingo, 2 de maio de 2021

A extrema-direita reafirma o seu passado e presente na Ucrânia

Há sete anos, a 2 de Maio de 2014, milícias neonazis ucranianas incendiaram a Casa dos Sindicatos de Odessa, provocando a morte a 42 trabalhadores e jovens antifascistas que ali se haviam refugiado.

 


O massacre foi emblemático do rumo seguido na Ucrânia após o golpe de Estado de Fevereiro daquele ano, na sequência da manifestação na Praça Maidan, e da ascensão das forças nazi-fascistas, com o apoio da UE e dos EUA.

Foram então recuperados símbolos, personagens e valores que tinham, antes da 2.ª Guerra, contribuído para o apoio aos projectos nazis da Alemanha. O ensino do russo nas escolas foi proibido (a Ucrânia, antes da independência foi uma das repúblicas soviéticas) e os habitantes de origem russa perseguidos (Crimeia, Donetsk e Luhansky). A Crimeia declarou a independência e propôs a sua integração na Rússia que foi aceite. Para se defenderem das agressões do exército ucraniano as outras duas regiões declararam também a independência e a pressão do exército aumentou, o que originou a que a população ameaçada criasse milícias de autodefesa que contribuíram para algum regresso à normalidade da vida, pelo respeito que têm imposto às forças de Kiev.

Os EUA e a EU são responsáveis pelo apoio ao renascimento de um ambiente fascista na Ucrânia, que se tem reafirmado, entre outras coisas, por manifestações em sucessivos desfiles, como o que as fotos em baixo ilustra, ocorrido, a meio desta semana, na marcha promovida na capital ucraniana por grupos nacionalistas de extrema-direita para assinalar o 78.º aniversário da criação da 14.ª Divisão de Granadeiros da Waffen-SS, conhecida como divisão Galícia e do nascimento do seu chefe Stepan Bandera.


A abrilabril sublinha que, na passada 3ª feira, “os manifestantes avançaram pelo centro da cidade, na quarta-feira à noite, com faixas, bandeiras e símbolos da divisão, que lutou lado a lado com os nazis durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto algumas mulheres levavam flores amarelas e azuis, as cores da bandeira nacional da Ucrânia.

No final, penduraram uma faixa numa ponte em que se mostrava soldados com uniforme nazi e se lia «a Ucrânia não esquecerá o soldado com o leão dourado na manga», em alusão ao emblema da divisão da Waffen-SS composta por voluntários ucranianos. De acordo com a RT, a Polícia bloqueou o trânsito para possibilitar a passagem da marcha”. 

Manifestações idênticas ocorreram na Polónia.


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