domingo, 17 de julho de 2016

A música é natural ou é cultural?, por Jorge

O professor Ricardo Godoy da Universidade de Brandeis, de Boston,  a fazer um teste numa aldeia na floresta tropical na Bolívia
  
A música é um fenómeno que tem características universais, verificáveis em todas as culturas humanas conhecidas, por exemplo:
 
- em todas, existe uma pulsação ou ritmo
- em todas, se distingue o timbre do som produzido
- em todas, os sons são seriados pela sua frequência ou altura
- em todas, é reconhecida a oitava (dobro ou metade da frequência) como correspondendo à mesma nota
- em todas, se usa como base uma reduzida escala de notas
- em todas, há uma nota tónica à volta da qual gravitam as restantes
- todos os humanos distinguem uma melodia de outra melodia a partir das respetivas sequências de notas e ritmos.
A razão para a existência destas características universais é atribuída à fisiologia do ouvido humano e à forma como a vibração do tímpano, transmitida pelo nervo auditivo ao cérebro, aí sofre a fase final de um processamento bio-psicológico especifico da nossa espécie.
Outras características da música podem porém não ser universais, mas específicas de cada cultura.
Será que por exemplo a sensação de consonância e dissonância, ou seja, o agrado ou desagrado por certas combinações de notas, é inata? Será que todos os humanos acham consonante o intervalo de "quinta perfeita" dó+sol e dissonante o "intervalo do diabo" dó+fá/sustenido, como acontece na harmonia musical europeia?
Será que há notas "erradas", como a nota blue do jazz?
Pois o artigo junto mostra que não, que nestes casos se trata do "gosto cultural" adquirido pela exposição precoce e permanente a regras de composição de natureza histórica e cultural e não necessariamente partilhado por outras culturas por elas não "contaminadas" (cada vez mais difíceis de encontrar).
Como em relação a outras coisas, também em música o eurocentrismo deve ser relativizado: a "nossa" música poderá ser a mais evoluída, mas nem por isso é a única e a "melhor".
 
 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

A frase de fim de semana, por Jorge

"O futebol é o ópio do povo. E o narcotráfico dos media."




Millôr Fernandes
humorista brasileiro
1923-2012
em A Bíblia do Caos, 1994

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Agitado o Mar do Sul da China


O Mar do Sul da China (Nanhai Zhudao)
 Nos últimos meses tem-se acentuado a tensão entre as Filipinas, com os EUA por detrás, e a China a propósito duma disputa territorial sobre quem detém os direitos do mar e ilhas, recifes e ilhéus do Mar do Sul da China (Nanhai Zhudao).
Os EUA, as Filipinas e outros países da região, que já têm bases de mísseis dirigidas a território da China, defendem a livre circulação naquele Mar como se ele não pertencesse à China e contestam que a China possa nele instalar meios de defesa próprios.
Acresce que o governo das Filipinas rasgou os esforços de negociações bilaterais com a China, optando em 2013 por propor uma arbitragem internacional que trariam os EUA para o Mar do Sul da China como parte que procuraria a sua instalação nele.
Ainda ontem, dia 13, dois aviões de passageiros fretados pelo governo chinês desembarcaram nos aeródromos dos Recifes Meiji e Zhubi, localizados no Mar do Sul da China e regressaram a Haikou, na província de Hainan, no mesmo dia. Este foi o segundo voo experimental realizado pela China nos recifes do Mar do Sul da China desde o início do ano. Em resposta às dúvidas levantadas pelos EUA, a China referiu que se trataram de acções no âmbito da soberania territorial chinesa, não devendo entender-se como contra terceiros. E que a construção das ilhas e recifes no Mar do Sul da China tem como objetivo atender às diversas necessidades civis e oferecer melhores serviços à China e aos países vizinhos, bem como às embarcações de todos os países que naveguem nas águas da região.
Ilha artificial em construção
Em Maio, a China tinha conduzido para fora dessas águas um avião-espião norte-americano, depois de o ter avisado oito vezes consecutivas de que estava a violar território marítimo chinês, sem qualquer contacto prévio.
A questão da pertença deste vasto território só agora é contestada pelos EUA, Filipinas e outros países.
Segundo a China, os factos históricos demonstram que o povo chinês sempre tratou Nanhai Zhudao e as suas águas adjacentes como local de vida e actividade produtiva onde se realizava todo tipo de atividades de exploração e utilização. Os governos de diferentes períodos da China têm exercido jurisdição sobre essas ilhas de maneira contínua, pacífica e eficaz. Ao longo da história, a China estabeleceu a sua soberania sobre Nanhai Zhudao, bem como os seus direitos e interesses no Mar do Sul da China. O povo chinês é, desde há muito tempo, dono de Nanhai Zhudao.
Ao longo dos séculos os sucessivos impérios da China consideraram este território como seu e há múltiplas publicações francesas, japonesas, inglesas e americanas que assim o consideram, adoptando até as designações chinesas em roteiros e mapas de navegação dos séculos XIX e XX para diversos pontos deste Mar. A actual reivindicação de livre circulação nesse mar e da soberania sobre arquipélagos como os das ilhas Paracel ou as Spratley carece de uma visão histórica de como aqui se chegou.
Em 1933 a França e o Japão ocuparam parte destes arquipélagos. Isso viria a acentuar-se por parte do Japão durante a 2ª Guerra Mundial, finda a qual a soberania chinesa foi reconhecida através dos acordos de Potsdam. Desde então a progressão do exercício da soberania chinesa neste mar e as suas ilhas e recifes verificou-se continuamente.
Recife Mieschie nas Ilhas Spratley
Recentemente os EUA e Filipinas recriminaram a China por estar, com as construções nestas ilhas e recifes, a agredir o ambiente. Em resposta a China afirmou dar grande importância à preservação da ecologia e dos recursos pesqueiros no Mar do Sul da China, quando adoptou desde 1999 o sistema de defeso nesse mar. Até ao final de 2015, a China já tinha  criado seis reservas nacionais biológicas de seres aquáticos e seis reservas provinciais do mesmo género na região numa área total de 2,69 milhões de hectares, além de sete reservas de recursos de germoplasma aquático com uma área total de 1,28 milhão de hectares.
Segundo a China, desde os anos 1970, que as Filipinas têm invadido e ocupado algumas ilhas e recifes de Nansha Qundao da China por meio da força, além de fazer reivindicações territoriais ilegítimas, não mostrando recuar nessas atitudes.
Em 1975, a China e as Filipinas normalizaram relações. No comunicado conjunto, os governos de ambas as partes concordaram em resolver todas as disputas por via pacífica sem recorrer ao uso da força nem à ameaça do seu uso.
Desde que em 1982 foi aprovada e entrou em vigor a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), as disputas entre a China e as Filipinas no Mar do Sul da China têm-se intensificado gradualmente. No Mar do Sul da China, China e Filipinas são estados que possuem territórios terrestres com costas opostas, cuja distância entre ambas é de menos de 400 milhas náuticas. As áreas marítimas reclamadas pelos dois países sobrepõem-se, dando origem às disputas envolvendo a delimitação marítima.

Em 1988, realizou-se um encontro entre a presidente filipina Corazón Aquino e o presidente Deng Xiaoping. Desde então a China sempre tem aplicado aquilo a que se comprometeu então Deng Xiaoping de que "a soberania pertence à China, mas podemos deixar de lado as disputas e buscar o desenvolvimento conjunto". Seguem-se então frequentes reuniões entre os dois governos sobre a solução das suas disputas no Mar do Sul da China, tendo-se chegado aos seguintes consensos e compromissos: primeiro, as disputas devem ser resolvidas entre os países soberanos directamente envolvidos; segundo, as disputas devem ser resolvidas pacificamente por meio de consultas e negociações com base na igualdade e no respeito mútuo; e terceiro, os países soberanos directamente envolvidos devem "finalmente, negociar uma solução para as disputas bilaterais" conforme os princípios estabelecidos nas leis internacionais universalmente reconhecidos, incluindo a CNUDM de 1982.

Depois disso a China lamentou que, devido à falta da vontade de cooperação por parte das Filipinas, a Reunião do Grupo de Especialistas China-Filipinas sobre Medidas de Construção da Confiança tenha ficado estagnada, e que a pesquisa tripartida China-Filipinas-Vietname não tenha prosseguido.
Para a China, desde os anos 80 as Filipinas tentam ampliar sua ocupação ilegal de parte das ilhas e recifes de Nansha Qundao da China, têm intensificado a violação dos direitos e interesses marítimos da China, incluindo a extracção de petróleo e a venda de plataformas, a partir de 1997 começam, pela primeira vez, a apresentar pretensões sobre Huangyan Dao, da China. Um passo que pode ser grave, avançado pelo governo das Filipinas em 2013 foi o pedido unilateral de arbitragem, rompendo anteriores acordos com a China. É evidente a intenção de internacionalizar o conflito e trazer as grandes potências capitalistas da Europa, América do Norte e Austrália a garantir “o seu bocado” num território de soberania chinesa.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Uma questão de etiqueta?



As etiquetas comerciais estão a tornar-se num factor de tensão entre alguns países da UE e os EUA a propósito das negociações do TTIP.

O Le Monde do passado dia 9 dava conta de que a indústria agroalimentar e a grande distribuição se opõem ao projecto, resultante de um estudo encomendado pelo governo francês, de colocar um logotipo colorido nos alimentos em função da sua qualidade nutricional. Não só agora mas nos últimos anos têm-se sucedido os trabalhos científicos que mostram a eficácia deste tipo de etiquetas na informação aos consumidores para reduzir os riscos sanitários. Esta questão também vai exigir a clarificação do governo francês já que uma parte dos peritos mandatados pelo Ministério da Saúde mantém ligações, nem sempre declaradas, com a indústria.
As cinco doenças mais comuns em muitos países estão ligadas, no todo ou em parte, à produção e ao consumo de alimentos provenientes da cadeia agroalimentar industrial: diabetes, hipertensão, obesidade, cancro e doenças cardiovasculares.. Isto não só se traduz em má qualidade de vida e tragédias pessoais, mas também em altos gastos com consultas médicas e com o orçamento de saúde pública, e num enorme subsídio oculto para as multinacionais que dominam a cadeia agroalimentar, das sementes ao processamento de alimentos e à venda em supermercados. Fortes são pois as razões para questionar esse modelo de produção e consumo de alimentos. E fortes são também as razões para a etiquetagem desses produtos confira segurança aos cidadãos.
Quer neste caso de França quer no das negociações entre a UE e os EUA sobre o TTIP, também na etiquetagem destes e outros tipos de produtos, conhecem-se genericamente os tipos de questões a ser tratadas mas não as opções concretas. E são estas que os cidadãos reclamam conhecer. Os relatórios são um “faz de conta” e escondem o que, no concreto, está a ser acordado. Uma entre centenas de perguntas a esclarecer: como vai a UE reagir ou a que acordou chegou sobre a oposição dos EUA à referência nas etiquetas a “produto geneticamente modificado”?
Em relação ao TTIP, esta questão da etiquetagem e da segurança, coloca-se não só no sector agroalimentar mas no vestuário/têxtil e em em todas as áreas
Fazer o exercício de ler os relatórios das 13 reuniões já realizadas entre os EUA e a EU mostra isto à evidência e quem negoceia nas costas dos cidadãos não pode considerar.
Os grupos económicos apelam à simplificação e harmonização das normas de etiquetagem relativas a peças de vestuário vendidas na União Europeia e Estados Unidos da América, como forma de impulsionar o comércio inter-regional, reduzir o número de requisitos de etiquetagem obrigatórios e permitir que as etiquetas dos produtos sejam o mais simples possível. Isto é “esconder mais para vender melhor”.

Entre os grupos norte-americanos estão a Aliança Europeia de Marcas de Vestuário (EBCA), a Associação de Vestuário e Calçado Americana (AAFA) e a Associação Indústria da Moda dos Estados Unidos (USFIA). Todos eles destacam que as práticas empresariais modernas requerem a capacidade de transferência de produtos entre as regiões, como ditam as condições de mercado. Afirmam que “Se um produto não se vende bem na Europa, deveria ser possível transferir esse produto para os EUA e vice-versa, assegurando que o produto encontra a melhor mercado. O produto, portanto, deve estar pronto a ser vendido em qualquer jurisdição, incluindo no que diz respeito à etiquetagem e línguas”, referem. Em última análise, pretendem que o TTIP “permita a eficiência do comércio inter-regional, simplificando os requisitos de etiquetagem e idiomas, reduzindo assim o comprimento das etiquetas, resíduos, custos e confusão do consumidor, resultante de quantidades excessivas de informação. Chegam mesmo ao ponto de, como a Ginetex-Associação Internacional para a Etiquetagem, dizerem que alguma etiquetagem e a contemplação nela de direitos de propriedade intelectual se acabam por reflectir nos preços ao consumidor. E portanto, “cortem nas etiquetas”…
Harmonização, redução das palavras a símbolos, necessidade de reduzir o número e línguas usadas pela EU e o excesso de informação. Tudo são facilidades.
Por detrás de tão bons corações, está a cupidez do aumento dos lucros de quem quer ver alargados os seus mercados e amortizados mais rapidamente os investimentos realizados na exportação/produção, procurando, assim, que “o gato passe por lebre”.
No tocante à indicação do país de origem de produtos que são importados, neste momento a Comunidade Europeia não dispõe de legislação sobre a etiquetagem de origem de produtos industriais importados de países terceiros ("made in").
No decurso da consulta que a Comissão organizou em 2004, certos estados-membros e vários organismos interessados (indústrias, sindicatos, consumidores e outras instituições) tinham expresso a sua preocupação crescente com o aumento da incidência de etiquetas de origens enganosas e/ou fraudulentas apostas em produtos importados e tinham requerido o estabelecimento de regras que impusessem a etiquetagem de origem das importações e/ou dos produtos UE. A proposta que a Comissão apresentou em 2005 permitia conceber a determinação, pelo menos parcial, da origem de um produto em função de regras aduaneiras.

No triénio 2009-2011, os eurodeputados comunistas defenderam o conhecimento, tão completo quanto possível e justificável, da composição dos géneros alimentícios, que constitui um direito fundamental dos consumidores. Consideraram que deve também existir informação sobre aditivos alimentares com efeitos alergénicos e a obrigatoriedade de indicação de origem em determinados produtos, tendo condenado a inexistência de obrigatoriedade de informação relativa à presença de organismos geneticamente modificados (OGM) nos alimentos.

Em Portugal, em 8/2/2011, a Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos elaborou um parecer que, face à disposição da Comissão Europeia alterar alguns requisitos da etiquetagem, não deveria antes de se concluir tal processo, ser revogado o Regulamento nº1548/98 de definia os requisitos em vigôr à altura.
Em Março deste ano, um grupo de produtores de leite do Norte do país juntou-se num hipermercado da Póvoa de Varzim para comprar mil litros de leite nacional e colocar etiquetas em produtos lácteos importados, para alertar para as dificuldades que o setor atravessa e sensibilizar as superfícies comerciais e os consumidores a comprarem produtos lácteos produzidos no nosso país.
Também nesse mês, a CNA referia que tem de haver coragem para enfrentar a grande distribuição, que continua a acumular lucros, mesmo quando aqueles que produzem para ela só acumulem prejuízos. Tem de haver exigência na rotulagem da produção nacional à qual a grande distribuição tem resistido. Tem de se verificar se não há dumping na importação de carne e leite que fazem baixar os preços pagos em Portugal. Exige-se também por parte da ASAE uma maior atenção através de uma ação forte, visível e dissuasora.

É de esperar que, também em Portugal, os grandes grupos económicos e as grandes distribuidoras assumam atitudes semelhantes ao que está a acontecer em França.




 

Manel, arrête, arrête!


Íamos nós dans la route à toute la vitesse, com a mão do Manel brincando dans mes jambes, dans la direction Argenteuil -Saint Denis porque o meu Manel n’a arrivé à obtenir os bilhetes para o Stade de France e nós tínhamos un grand désir de saluer os nossos rapazes quoi qu’il soit le résultat, alors nous étions dejà muito perto e o meu Manuel ia-se entusiasmando avec sa main quando o Éder meteu o golo e aí fez-me festas plus avante, ele não viu l´autre mobile devans nous, nous avons crié à bon coeur, ainda eu disse Manel, arrête, arrête mas ele não se arretou pas e deu-se l’accident…pimba! e o da frente saiu do carro com o mesmo cachecol, il a même baisé mon mari e je lui a dit desta vez passa mas vai é beijar la femme de ton auto ao que ele m’a répondu qu’ils étaient déjá bem tratados e eu confirmei qu’elle a sorti du mobile demi nue et criait a bons pulmões,”Campeões, campeões, nós somos campeões!” e veio-me baiser aussi, ainda por cima eram egitanenses comme nous!... ah, rapazes tantas emoções num só minuto que je vai raconter à mes petits-enfants





Campeões, campeões, nós somos campeões!





sábado, 9 de julho de 2016

Frase de fim de semana, por Jorge

"Футбол это балет масс"

"O futebol é o ballet do povo."

Dmitri Chostakovitch
compositor soviético
1906-1975

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Golpe de teatro de Eduardo Cunha no Congresso brasileiro

A demissão de Eduardo Cunha como presidente do Congresso Brasileiro era algo que há muito se impunha. Corrupto, alvo de vários processos da operação Lavajato, foi um dos principais operacionais da destituição ilegal de Dilma Roussef.
Nesse sentido pode considerar-se uma vitória do povo brasileiro na sua luta de vários meses pela reposição da legalidade no país e contra o golpe que então ocorreu.
Mas, na altura em que é feita, esta demissão tem outros objectivos.
Em primeiro lugar, e a um mês pelo julgamento no Senado da Presidenta Dilma, procura dar algum ar de respeito por normas democráticas e beneficiar os golpistas, procurando recuperar votos perdidos no seio do Senado.
Por outro lado, deixando de ser presidente do Congresso e passando a deputado, Eduardo Cunha, deixará de ser julgado pelos seus crimes no Supremo Tribunal Federal, sendo as acusações apreciadas numa outra instância judicial que os golpistas dominam, presidida por um outro operacional do golpe, Gilmar Mendes.

O cherne ainda não apodreceu?


O facebook pergunta-me em que estarei eu a pensar...Pois, de verdade vos digo que é em Durão Barroso. Longe vai o tempo da piromania para CNN vêr e da serventia à contrarrevolução no 25 de Abril. Chamava-nos então "sociais-fascistas".
Depois pôs gravata e descobriu o caminho para primeiro ministro. Onde foi com gosto anfitreão da cimeira da guerra reunida nas Lages em 2003, ajudando Bush a convencer os outros dois de que Saddam detinha armamento ...letal, coisa que a História ainda hoje mostra ter sido uma grande treta (Blair dixit).
Cimeira que desencadeou uma sucessão de guerras contra países, em vias de desenvolvimento com promissoras perspectivas, e que esteve na origem do período mais negro deste século.
Primeiro-ministro demitido foi-se ao coaching e acabou em presidente da Comissão Europeia com os brilhantes resultados que se viram.
Agora o Goldman Sachs nomeia-o presidente não executivo do banco, que esteve na origem da crise de 2007/2008 que ainda hoje pagamos, por considerar ser um consultor adequado ao período pós Brexit.