segunda-feira, 11 de julho de 2016

Manel, arrête, arrête!


Íamos nós dans la route à toute la vitesse, com a mão do Manel brincando dans mes jambes, dans la direction Argenteuil -Saint Denis porque o meu Manel n’a arrivé à obtenir os bilhetes para o Stade de France e nós tínhamos un grand désir de saluer os nossos rapazes quoi qu’il soit le résultat, alors nous étions dejà muito perto e o meu Manuel ia-se entusiasmando avec sa main quando o Éder meteu o golo e aí fez-me festas plus avante, ele não viu l´autre mobile devans nous, nous avons crié à bon coeur, ainda eu disse Manel, arrête, arrête mas ele não se arretou pas e deu-se l’accident…pimba! e o da frente saiu do carro com o mesmo cachecol, il a même baisé mon mari e je lui a dit desta vez passa mas vai é beijar la femme de ton auto ao que ele m’a répondu qu’ils étaient déjá bem tratados e eu confirmei qu’elle a sorti du mobile demi nue et criait a bons pulmões,”Campeões, campeões, nós somos campeões!” e veio-me baiser aussi, ainda por cima eram egitanenses comme nous!... ah, rapazes tantas emoções num só minuto que je vai raconter à mes petits-enfants





Campeões, campeões, nós somos campeões!





sábado, 9 de julho de 2016

Frase de fim de semana, por Jorge

"Футбол это балет масс"

"O futebol é o ballet do povo."

Dmitri Chostakovitch
compositor soviético
1906-1975

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Golpe de teatro de Eduardo Cunha no Congresso brasileiro

A demissão de Eduardo Cunha como presidente do Congresso Brasileiro era algo que há muito se impunha. Corrupto, alvo de vários processos da operação Lavajato, foi um dos principais operacionais da destituição ilegal de Dilma Roussef.
Nesse sentido pode considerar-se uma vitória do povo brasileiro na sua luta de vários meses pela reposição da legalidade no país e contra o golpe que então ocorreu.
Mas, na altura em que é feita, esta demissão tem outros objectivos.
Em primeiro lugar, e a um mês pelo julgamento no Senado da Presidenta Dilma, procura dar algum ar de respeito por normas democráticas e beneficiar os golpistas, procurando recuperar votos perdidos no seio do Senado.
Por outro lado, deixando de ser presidente do Congresso e passando a deputado, Eduardo Cunha, deixará de ser julgado pelos seus crimes no Supremo Tribunal Federal, sendo as acusações apreciadas numa outra instância judicial que os golpistas dominam, presidida por um outro operacional do golpe, Gilmar Mendes.

O cherne ainda não apodreceu?


O facebook pergunta-me em que estarei eu a pensar...Pois, de verdade vos digo que é em Durão Barroso. Longe vai o tempo da piromania para CNN vêr e da serventia à contrarrevolução no 25 de Abril. Chamava-nos então "sociais-fascistas".
Depois pôs gravata e descobriu o caminho para primeiro ministro. Onde foi com gosto anfitreão da cimeira da guerra reunida nas Lages em 2003, ajudando Bush a convencer os outros dois de que Saddam detinha armamento ...letal, coisa que a História ainda hoje mostra ter sido uma grande treta (Blair dixit).
Cimeira que desencadeou uma sucessão de guerras contra países, em vias de desenvolvimento com promissoras perspectivas, e que esteve na origem do período mais negro deste século.
Primeiro-ministro demitido foi-se ao coaching e acabou em presidente da Comissão Europeia com os brilhantes resultados que se viram.
Agora o Goldman Sachs nomeia-o presidente não executivo do banco, que esteve na origem da crise de 2007/2008 que ainda hoje pagamos, por considerar ser um consultor adequado ao período pós Brexit.

Que coisa!

Helena Garrido talvez seja dos comentadores menos cultos da Antena Um, com a agravante de ser directora de um jornal económico. Mas é também carpideira permanente do governo PSD/CDS. Diligente matraca contra o governo do PS e a esquerda que o sustenta de forma crítica mas consolidada. Ainda terá uma assessoria aos sectores mais retrógrados da Comissão Europeia e Eurogrupo. E afoita correia de transmissão das ideias fabricadas para mediatismo universal em areópagos insondáveis mas muito detectáveis da contra-informação.
 
O debate do Estado da Nação de ontem foi motivo para a seguinte incursão em fora-de-jogo: a esquerda teve um discurso patrioteiro, nacionalista e populista, que contradisse o que foi a sua crítica ao Estado Novo e este discurso, além dos riscos que faz pesar sobre a imigração, afasta o investimento estrangeiro necessário porque não temos capitalistas...
  
Valha-nos o Senhor que não perdoa a quem  sabe muito bem o que diz. E já agora vejam lá se não têm uma alternativa mais credível à dita senhora...

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Amanhã, às 18 h, todos à Rua do Carmo!


Com declarações de Angela Merkl para tentar emendar o que é evidente, começa amanhã em Varsóvia uma Cimeira da NATO que promete a guerra


A cimeira da NATO em Varsóvia, país dirigido por um governo de extrema-direita que condiciona fortemente a liberdade de imprensa e promove os depedimento de jornalistas, já estava marcada antes do Brexit.
Entretanto a Grã-Bretanha saiu da UE (mas não da NATO), o que deu motivo para algumas cabeças mais quentes, que leram o Brexit como um enfraquecimento da atitude "europeia" face à  "ameaça ou maior assertividade" da Rússia, quererem que esta cimeira se transforme, de facto numa ameaça àquele país.
 
Veio agora Angela Merkl, na passada 3ª feira, no Reichtag, aparentemente meter alguma água na fervura, afirmando que"Estamos interessados em relações positivas com a Rússia" e que o actual reforço militar da NATO é "simplesmente de natureza defensiva", afirmação recebida com apartes dos deputados da oposição.
 
Já no passado dia 16 de Junho nos referimos aqui a esta cimeira antecedida por manobras militares nos países do leste europeu, as de maior envergadura até hoje realizada.
Aí referimos que "Varsóvia anunciou que em 2017 vai expandir as forças armadas polacas de 
100 para 150 000 homens, formando uma força para-militar de 35.000 homens chamada "força de defesa territorial." Esta estará distribuída em todas as províncias começando com a oriental, que terá a tarefa de "impedir a Rússia de se apoderar do território polaco, como fez na Ucrânia."
Os membros da nova força, que receberá um salário mensal, serão treinados, a partir de Setembro, por instrutores dos EUA e da NATO de acordo com o modelo adotado na Ucrânia, onde treinam os batalhões da Guarda Nacional que incluem neo-nazis. A associação paramilitar polaca Strzelec, com mais de 10.000 homens vai constituir a espinha dorsal da nova força, e já começou a treinar participando no Anakonda 16. A criação da nova força paramilitar, que fornece internamente ao presidente Andrzej Duda uma nova ferramenta para suprimir a oposição, é parte do referido crescimento militar da Polónia, com um custo estimado de 34 mil milhões de dólares até 2022, e é encorajada pelos EUA e pela NATO no objectivo anti-russo. Já começou o trabalho para instalar na Polónia uma bateria de mísseis terrestres do sistema norte-americano Aegis, semelhante à que já opera na Roménia, que pode lançar mísseis mísseis interceptores de um ataque nuclear".
Contra todas as evidências Angela Merkl defendeu no Reichtag que "A dissuasão e o diálogo, a solidariedade com os nossos parceiros na aliança e uma mão estendida para o diálogo não entram em conflito e são indivisíveis uns com os outros".
O representante da Rússia na cimeira da NATO, para a reunião do Conselho Rússia-NATO, que se reunirá no próximo dia 13, reagiu a estas declarações no dia seguinte, declarando que "esperam um diálogo  franco e sério sobre as questões relacionadas com as actividades da NATO junto às fronteiras da Rússia e sobre o seu impacto na segurança e estabilidade na Europa e nas suas regiões.

terça-feira, 5 de julho de 2016

A nova política estrangeira britânica, por Thierry Meyssan


Não concordando necessariamente com todos os aspectos desta análise não deixarei de

recomendar vivamente a sua leitura pelo carácter inovador que contem e em que afirma:
 
A imprensa ocidental não cessa de o repetir: ao deixar a União Europeia, os Britânicos isolaram-se do resto do mundo e deverão enfrentar terríveis consequências económicas. Ora, a baixa do valor da Libra poderá ser uma vantagem no seio da Commonwealth, uma família mais vasta que a União e presente nos seis continentes. Pragmática, a City poderá rapidamente tornar-se o centro mundial do yuan e implantar a moeda chinesa no próprio seio da União.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Acabar com o terrorismo e com a guerra!


Há dias, depois da queda de Falluja, um combóio de cerca de 500 viaturas de operacionais do Daesh foi bombardeado pelo exército iraquiano, contrariando sugestões dos EUA que referiam tratarem-se de familiares de operacionais e não dos próprios. O que não se confirmou. O exército iraquiano conseguiu destruir cerca de 200 viaturas e as restantes terão prosseguido em direção à Síria.
Já não é a primeira vez que o Pentágono recebe indicações para conter as acções iraquianas contra o Daesh, percebendo-se que no seio destes se encontram conselheiros militares e agentes da CIA que enquadram os terroristas.
Os EUA têm que se definir, tanto mais que nos últimos dias o Daesh cometeu atentados terroristas sanguinários. Ontem no centro de Bagdad, com mais de duzentas mortes. No dia 1, no Bangladesh foram vinte as vítimas e 41 em Istambul (discute-se a autoria destes dois mas as reivindicações ou outros nomes são pouco importantes neste mercado do terror. No dia 16 e Junho foram dezenas (número definitivo ainda não confirmado) em três cidades líbias, a partir de Sirte, onde estarão acantonados cerca de cinco mil operacionais do grupo terrorista. Em 12 de Junho, explosões em Damasco provocaram 20 mortes. Antes, no dia 23 de Maio em três cidades costeiras da Síria, o Daesh matou 125 pessoas.

Face a tudo isto, impõem-se, pelo menos, duas coisas

A primeira: que cesse o apoio dos países ocidentais, incluindo Turquia, Israel e Arábia Saudita, confiscando o crude que ainda possa estar a ser vendido pelos terroristas para financiarem a compra de armas e de alimentação.
A segunda: que os EUA regressem às conversações de Genebra para se acabar com a guerra na Síria, não devendo os EUA insistirem em creditar como “parceiros” grupos terroristas que foram mudando de nome. O governo sírio já apresentou um plano de paz suficientemente aceitável para atingir esse objectivo.

A matança generalizada não pode continuar.