sexta-feira, 24 de julho de 2015

Colectânea de fotos de Sebastião Salgado


Nas suas fotos estão presentes o limite, o conflito, o mundo da humilhação, da opressão, mas também da esperança, da solidariedade e da capacidade humana de resistir. A objectiva intervém para provocar o debate e construir a solidariedade aos trabalhadores, porque encontrou na resistência destes uma forma de quebrar a lógica do mercado e de resistir ao que Salgado chama de "extinção da espécie".
Fotografando sempre em preto e branco, o seu trabalho é carregado de imagens fortes e muitas vezes muito tristes, mas carregam uma beleza e singularidade ímpar.

NATO vem em apoio das grandes potências europeias contra os países do sul da Europa. Passos Coelho envolve-se até ao pescoço!.


A “Trident Juncture 2015” (TJ15), será uma das maiores manobras militares da NATO em território europeu.
De 28 de Setembro a 6 de Novembro, com particular participação da Itália, da Espanha e de Portugal, mais de 230 unidades terrestres, aéreas e navais e forças de operação especial de mais de 30 países aliados e parceiros, com 36 mil homens, mais de 60 embarcações e 140 aviões de guerra, além da indústria militar de 15 países para avaliar de quais armas necessita a Aliança.


Neste exercício de guerra, a NATO envolverá 12 das maiores organizações internacionais, agências de ajuda humanitária e associações não governamentais. “Participarão na TJ15 também a União Europeia (UE) e a União Africana”, referiu a NATO em comunicado. Entre os países da UE mais empenhados nas manobras da NATO figuram, além dos três citados nos quais se desenvolverão a maior parte das operações, também a Alemanha, a Bélgica e a Holanda. Altas personalidades internacionais serão convidadas a assistir à TJ15 em 19 de Outubro em Trapani (Itália), em 4 de Novembro em Saragoça (Espanha) e em 5 de Novembro em Troia (Portugal).
O deslaçar da UE, resultante dos efeitos trágicos das políticas de austeridade, parece ser "a preocupação" dos EUA e da NATO, agravada com "o medo" que têm da Grécia aprofundar relações com a China e a Rússia. Mas a Rússia também vai ser objectivo destas operações.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

As mulheres portuguesas saberão dar resposta a este profundo retrocesso


"Os gatos não têm vertigens", por Ana Moura


Mostrengos

Nos últimos dias, esta espécie multiplicou-se em declarações, procurando conter a derrota que se avizinha.
 
Luísa Albuquerque diz que está com os cofres cheios, o que não admira face à razia em salários, pensões, impostos, reduções de apoios à Educação e Saúde e Segurança Social, envelopes de miséria nas transferências de competências para as autarquias, execuções fiscais aos que menos têm, etc.
Falta de vergonha de quem nos andou a esmifrar para...(a ver vamos)...
Luís Montenegro e o jornalista António Costa, ambos do PSD, a sublinhar que Cavaco Silva tinha feito um apelo ao voto útil da esquerda no PS. Cada um tem que jogar papéis a favor da política de direita. Eles jogaram este. Papel menor, bafiento e rasteirinho.
Podiam ter discorrido sobre os recursos públicos desviados para privados na banca e noutros sectores como a Saúde, mas não só. Podiam ter discutido as reduções dos subsídios de desemprego e de outras prestações sociais. Podiam ter falado sobre o "efeito positivo" das privatizações, da exportação de dividendos. Tudo para justificar a "sensação" de maior desafogo económico que as famílias e as empresas estarão a experimentar (certamente apurado por uma sondagem feita lá em casa, que excluísse os "criados" dos respectivos lares).
Cavaco Silva, que jurou fazer aplicar e defender a Constituição, fez uma arenga ao apelo a soluções de governo que esta não consagra já que define como os votos se transformam em deputados e que é na Assembleia da República que se estabelecem as maiorias ou minorias que sustentam o governo. Cavaco chantageou, sem base na verdade constitucional, os portugueses a votarem como ele quer, chegando a definir linhas de política futura.
Só quem anda de braço dedo com este mostrenguinho, sem aceitação popular, é que poderia condicionar a campanha eleitoral à discussão das maiorias, arcos, alternâncias que há muito borregaram para que nela não se sinta, com força, a voz dos portugueses. Que, na sua grande maioria, têm sido vítimas desta cegueira pertinaz de quem não sabe ser governo com apoio popular, recolhe os votos para os meter nas gavetas, de quatro em quatro anos, faz o contrário do que prometeu e se queixa dos protestos que percorrem os mandatos.
Passos Coelho, que não se livra da Tecnoforma nem de mentirolas sobre o seu desempenho, de baixo nível, a propósito da Grécia, nem da denúncia do Tribunal de Contas que martelou as contas do ano passado, continua convicto que os portugueses ^"não vão querer deitar fora o que conquistaram nestes anos" (Mas o quê, criatura? Continua a delirar...). Agora desafiou a oposição. "Digam lá onde vão buscar recursos para a Educação, Saúde e Segurança Social". João Ferreira respondeu-lhe bem hoje, no Conselho Superior da Antena Um. A pergunta não esconde a raiva deste pm contra as funções sociais do Estado e o Estado Social. E João Ferreira referiu que com a decidida tributação financeira de dividendos, das especulações bolsistas, do património mobiliário e das grandes fortunas  e o fim dos desastrosos "negócios" do Estado como as PPs e SWAPS, a renegociação da dívida e o correspondente acesso ao serviço da dívida que se pouparia, o país pouparia cerca de 15 mil milhões de euros por ano!!!

"Asas nos pés e o céu desnecessário", de Miguel Torga


 

tantas vezes a tua voz me chega de longe como um pronúncio de sorte. dizes: está tanto frio aqui.     - mas é tão grande a sorte de te ouvir que não sei que dizes - um cheiro forte a ervas doces e no umbigo a força de sete mares - e sei da copa das árvores sob as margens do lago da nossa morte. a água tão parada. as folhas tão quietas. a barca tão distante - o teu peito farto de frio o meu farto de ternura. deixo cair a cabeça no teu ombro e tu respiras tão fundo que eu sei o caminho que o ar percorre dentro do teu corpo - tão dentro da noite. o corpo só. a despedir-se de todas as memórias possíveis - quis dizer: perdoa-me - mas o silêncio abandonou-me ao desespero de nunca mais saber de ti - sei que irás desaparecer. lentamente. mais dia menos dia. lembrar-me-ei devagar do teu rosto. adormecerei no azul escuro dos teus olhos. até que também eu desapareça para sempre - a pele tão quente. a alma tão fria. a quem darei a minha mão. que corpo apertarei com os meus braços. que coração dará sentido às minhas tão poucas palavras - o céu. já quase púrpura. quase rubro. despede-se também de mim. mas a luz não acaba e por dentro da escuridão brilham estrelas. tão fundas. encontram o meu coração e ali vivem para sempre - por fim a vida conhecerá o amor

quarta-feira, 22 de julho de 2015

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Que é feito do projecto da UE de padronizar os autoclismos na Europa?

Nunca mais se ouviu falar de tal projecto, por isso Hollande lamentava o atraso no federaslismo para facilitar tal processo.
Queriam começar o federalismo pelos urinóis. O Hollande já adjudicou a construção dos ditos cujos a uma empresa amiga, socialista. E promete inaugurá-los no Eliseu. Mas a Merkl pediu um estudo semelhante para as sanitas a adjudicar a uma empresa da Baviera, que também irá inaugurar no Reichtag.
 
Projecto
Projeto da UE pretende obrigar autoclismos de urinois a não gastarem mais de um litro de água
 
O projeto de estandardizar os autoclismos dos Estados membros da União Europeia, revelado em Outubro de 2013, pretendia reduzir o impacto dos autoclismos no ambiente.
O novo padrão de autoclismo na União Europeia seria de cinco litros em sanitas e um litro para urinóis, de acordo com os projetos da UE então revelados na edição online do The Times. Segundo este jornal britânico, a pesquisa para elaborar estes novos critérios tinha durado três anos e foi financiada pela Comissão Europeia. Segundo um porta-voz da UE, o projeto tinha tido um custo de 89.300 euros e a ideia de estandardizar os autoclismos fazem parte de um plano para reduzir o impacto dos autoclismos no ambiente.
"Vamos propor estes critérios na próxima semana. Os Estados membros poderão assim receber um rótulo ecológico europeu nos seus sanitários e urinóis. Estes rótulos permitirão aos consumidores saber quando estão a adquirir um produto "verde", declarou ainda o porta-voz" era a declaração de então.
"Dois elementos parecem afetar o consumo de água dos autoclismos: a sua conceção e o comportamento dos utilizadores", tinham concluído os responsáveis pelo estudo no seu relatório de 122 páginas.
A investigação revelara  hábitos dos europeus. Os três países que mais água usaram nos seus autoclismos, no ano 2010, foram o Reino Unido, ao gastar 1125 milhões de metros cúbicos de água, seguido pela Itália (1074) e pela Alemanha (1021).

Hollande responde à crise da UE com o federalismo!...

Depois do processo da agressão da UE à Grécia ter revelado os males do euro, a degradação da UE, a existência no seu seio de regimes pró-fascistas agindo impunemente contra a democracia e  os democratas, o Presidente francês insiste na tese federalista para acrescentar mais cicuta à tão envenenada Europa.

François Hollande defendeu este domingo a criação de um governo da Zona Euro, ideia já defendida pelo antigo presidente da Comissão Europeia, Jacques Delors. Num artigo publicado no Le Journal du Dimanche, o presidente francês escreveu ainda que a Zona Euro necessita de um orçamento específico e de um parlamento que garanta o "controlo democrático". Para isso, acrescentou, faz falta uma "organização reforçada". A Europa "não pode reduzir-se a regras, mecanismos ou disciplinas".
Desta forma, Hollande, pretenderia retirar mais soberania aos países europeus, remetendo ainda mais questões para um nível supranacional de decisões.


domingo, 19 de julho de 2015

Por duas vezes nos finais dos anos 80 Cavaco Silva recusou-se a condenar os crimes do apartheid e a pedir a libertação de Mandela

A eurodeputada Ana Gomes recordou à SIC-24, a propósito da morte de Nelson Mandela, uma votação das Nações Unidas sobre as crianças vítimas do apartheid quando a socialista estava junto da missão da ONU em Genebra.
«Lembro-me de um episódio em 1989, quando tínhamos uma resolução sobre as crianças vítimas do apartheid apresentada pelo grupo africano. Vergonhosamente, tivemos instruções para votar com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, numa posição contrária a essa resolução», disse à TVI24.
«Foi uma vergonha e tentámos lutar contra isso na delegação. Mas havia muita gente em Portugal que achava que os nossos interesses estavam do lado do apartheid», acrescentou.
 
Esta não é a primeira vez que o então Governo de Cavaco Silva é acusado de votar contra os valores de Nelson Mandela. Já o deputado António Filipe (PCP), numa intervenção no Parlamento em 2008, na altura da comemoração dos 90 anos de Mandela, se referiu a outro episódio.
«Os senhores não querem que se diga que, quando, em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela, os três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o governo português, da altura» (liderado por Cavaco Silva), disse, a 11 de julho de 2008.